banner-topo-01.png

As dores e delícias de ser um expatriado


Como tudo começou...


A ideia de criar o blog veio em um momento muito difícil da minha vida. Acabara de passar por uma grande decepção e me encontrava muito, mas MUITO triste. Decidi tirar proveito da situação, e consegui! Ou seja, toda situação por mais difícil que seja, pode também ter pontos positivos. É tudo uma questão de perspectiva.


Sou jornalista, amo escrever, mas desde 2002 não escrevia para outras pessoas que não aquelas que me são muito próximas.


17 anos! Os mesmos 17 anos que se passaram desde que eu deixei o Brasil (e olha que quando vim embora eu dizia que seria no máximo por dois anos).


E de repente, aqui estou eu ecrevendo novamente! Quanta alegria! E quanta responsabilidade! As pessoas que me conhecem sabem do meu compromisso com a realidade e com a VIDA REAL!


Leia também: Porque a Suíça é considerada um dos melhores países para viver?


Sou uma pessoa de natureza otimista e alegre, puxei da minha amada e saudosa mãe. Ela me ensinou muitas coisas na vida, mas, o que mais me marcou foi a sua capacidade de perdoar e de amar as pessoas por inteiro. Tento praticar esse amor desde muito cedo. A minha vinda para o exterior me confortou sobre estar fazendo o que realmente combina comigo. Conversar, trocar ideias, princípios e assim, ir me construindo pouco a pouco.


Os expatriados bem sabem o longo aprendizado que a vida longe da nossa zona de conforto nos traz. Não é fácil todos os dias. Nem sei dizer quantas vezes pensei em jogar tudo para o alto e voltar pra casa, para o colo da minha mãe. Porém, não o fiz. Desde muito jovem trago dentro de mim uma convicção enorme de que sou capaz de enfrentar e vencer todos os obstáculos que a vida coloca no meu caminho, portanto desistir nunca foi uma opção. Houve muito, MUITO choro. Choro de saudades, choro de arrependimento, choro de raiva, mas nem todas as lágrimas que derramei me fizeram desacreditar dos meus sonhos. Mantenho a garra e a coragme que vi em minha mãe durante toda a minha infância e juventude. Não foi fácil pra ela também, e no entanto ela continuava a manter seu mais belo sorriso. Acho que aprendi.


"Nossas dúvidas são traidoras e nos privam do que muitas vezes podemos ganhar de bom, porque temos medo de tentar."

William Shakespeare


Ainda hoje estou aqui. Cheguei em Genebra dia 01/09/2002. Hoje, dia 31/01/2020, voltar ao Brasil não faz mais parte dos meus planos. Hoje minha vida é aqui, e por opção.


Em 2004 conheci o Stéphane. O Stéphane é o suíço colombiano mais brasileiro que eu já conheci. Três anos após nosso encontro, de namorado ele passou a ser meu marido.