Empatia tem limites SIM SENHOR!

Ah se eu soubesse que a vida de adulto às vezes pode ser tão rude… Ah se eu soubesse que alguns adultos despejam nos outros adultos todas as suas frustrações e tristezas. Ah se eu soubesse… com certeza não teria tido tanta pressa para me tornar adulta.

Sabem porque chamei este texto de desabafo ? Pq é mesmo um desabafo. Porque escrevo pensando especificamente em uma pessoa que, por força das circunstâncias, cruzou o meu caminho e ainda permanecerá por um bom tempo em minha vida, e que tem tentado tirar o sorriso do meu rosto diariamente. Mas não, ela não consegue fazer isto por mais de 20 minutos. É bem passageiro.


É muito difícil lidar com as « maldades » do mundo, sobretudo quando somos sensíveis a elas. Ninguém me avisou que o amadurecimento passa pelo auto conhecimento, e que se auto conhecer pode doer, pois evidenciar nossas fraquezas é um exercício de humildade nada fácil. O que hoje sei, é que se conseguirmos fazer este exercício despidos de todo orgulho, os obstáculos da vida se tornarão mais leves e a vida se tornará mais fácil, pois nossas fraquezas serão fortalecidas. Estou neste processo. Entendi que não vale a pena ficar batendo boca com pessoas completamente diferentes de mim, pois estas conversas acabam me deixando muito nervosa, e quem sai perdendo sou eu. Eu aprendi que situações de discórdia e gritaria me causam um estresse fora do comum, e que eu precisava combater isso. Dói, eu não vou mentir. Não é fácil e eu não sou a pessoa forte que muitos tendem a pensar. Combato diariamente minhas fraquezas, e por isso quando essas coisas acontecem eu venho aqui escrever. Para desabafar, para por pra fora e então conseguir passar a outra coisa.



Ao longo da nossa vida nossos caminhos cruzam todo tipo de ser humano. Aqueles com os quais a gente se identifica mais, tendem a permanecer nas nossas vidas, já os outros estarão apenas de passagem (graças a Deus), e quando eu entendi isso, parei de bater boca. Parei de perder meu tempo e minha energia. Fico brava, sobretudo comigo mesma, e depois aliviada. Aliviada de pensar que eu tenho uma vida feliz, apesar das dores e delícias que fazem parte. Feliz ao ponto de eu não precisar atacar e agredir pessoas diariamente e gratuitamente para me sentir melhor. Feliz o suficiente para ser doce e não amarga. Feliz e amada. Ela não, coitada !


Conviver com pessoas assim é difícil, pois não é natural do ser humano lidar com gente desagradável, mau educado e por aí vai. Pessoas que agem assim nos mostram não ter nenhum contrôle face as diversas adversidades da vida, principalmente as mais dolorosas. Através de seus comportamentos agressivos, estas pessoas escancaram ao mundo inteiro suas dores, e nos mostram que ainda não aprenderam a lidar come elas. Quando se trata de um amigo querido, eu puxo a cadeira, faço um café e ofereço meu ombro com todo o amor do mundo, assim como eles também fazem comigo. Agora, quando se trata de uma pessoa indiferente pra mim, eu aprendi a dizer « este problema não me pertence », e sequer tento entender. Zero empatia com as pessoas que me fazem mal. Não discuto mais, não grito, sequer falo o que penso, pois estas pessoas tendem naturalmente, no calor de uma discussão, a não escutar, pois não sabem argumentar, elas apenas gritam.


Lidar com pessoas deste tipo diariamente é nocivo para a nossa saúde. Há de se ter um mental de aço para não absorver as energias negativas e não alimentar um sentimento ruim dentro de nós. Isso faz toda a diferença. E não é pelo outro (que, me desculpe a expressão, quero se f…), é por mim mesma. Por mim e pelas pessoas que eu amo e me rodeiam. Não se trata de desejar o mal, mas sim de não me importar, e em todos os sentidos. Sabe quando alguém diz assim : « Mas coitada, a vida dela é tão difícil ». FODA-SE, este problema não é meu, aliás também tenho os meus e não saio metralhando os outros por aí. Acho que é porque eu fui e sou tão amada, que esse amor me alimenta e me cura. E se a vida destas pessoas é difícil, certamente eles tem grande responsabilidade nisso.


Ufa, desabafei !

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