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Decidiu viver no exterior? Veja aqui dicas que irão facilitar seu cotidiano! 1ª parte


Stéphane e eu em um dos nossos momentos a dois!

Quando falo com os amigos e familiares que moram no Brasil sobre a minha rotina em Genebra, o que mais escuto são frases do tipo: “Como você faz?”, “Você não tem ajudante?” ou “Isso não é vida, Deus me livre”! E assim por diante. Mas sim, gente, isso também é vida, e, no contexto deste texto, a MINHA vida mais exatamente.


Na época em que a Gabi nasceu minha mãe estava aqui comigo. Ela veio para Genebra no meu último mês de gestação e ficou até ela completar dois meses. Aí então fomos todos juntos para o Brasil, onde fiquei por mais dois meses até encerrar minha licença maternidade. No Brasil, além da minha mãe, eu estava rodeada de amigos e familiares superfelizes com a nossa presença, ou seja, não faltavam braços carinhosos para carregar a Gabi e abraços solidários para a mãe recém-parida que eu era. A louca rotina de mãe, esposa, profissional e expatriada começou mesmo quando eu voltei do Brasil.


Retornei ao trabalho após os exatos 4 meses da minha licença maternidade. QUERIA e TINHA que trabalhar. Sempre gostei de ser independente e por mais difícil que fosse a nossa separação, não queria que tivesse sido diferente, não queria deixar de lado a minha vida profissional. Então me apoiei nos inúmeros relatos das minhas amigas que já eram mães, tinham passado pela mesma experiência e me diziam que tudo ia ficar bem.


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Minha vida não mais parou, pelo contrário, só se acelerou! Hoje me divido entre meu trabalho, serviço de casa, ser mãe, ser esposa e agora blogueira. E houve um período que em meio a tudo isso aí, fiz um mestrado. Aí, muita gente me pergunta: como você faz?


Resolvi aceitar a ajuda das poucas pessoas que ofereciam, e aos pouquinhos começei a tecer minha rede de apoio. Essa rede de apoio fez toda a diferença. E como foi a construção da minha rede de apoio? Vamos lá…


Meus sogros: demorei aproximadamente quatro anos para entender e aceitar a ajuda que recebo dos dois. Em um primeiro momento repetia para mim mesma que eles já tinham criado um filho e que não tinham que criar os meus. Era orgulhosa. As vezes a aproximação me irritava sem nenhuma razão. A partir do momento que resolvi aceitar a ajuda deles minha rotina ficou bem mais tranquila. Sempre que preciso eles estão lá, superdispostos a cuidar dos nossos tesouros.


Aceitar esta ajuda, além da utilidade direta em nossa rotina, promove a convivência entre gerações e reforça os laços familiares. Além disso nos momentos que as meninas estão com os avós, eu e o Stéphane temos um tempo só nosso. Geralmente as sextas-feira elas vão dormir na casa dos avós e nós aproveitamos esse tempo juntos para conversar, fazer planos, tomar um bom vinho, ouvir uma boa música, sair para jantar e etc.